12 de ago. de 2011
Matriz X
Sou pura luz. Meu corpo me prende a essa física que foi empurrada pra minha mente e digerida pelo meu cérebro. Sinto pena de meu corpo físico nos moldes em que ele foi construído pelo mundo exterior, pois aprendeu que tudo é palpável, visível, medível, temporal, considerável, acreditável. Me sinto aflito, pois me vejo em um filme onde as pessoas são as mesmas e o cenário muda de acordo com o instante e a concordância geral. Sou pura luz e meu corpo me prende a um estado mental de sedentarismo e me empurra cada vez mais para um abismo de ignorância O corpo que me ensinaram a ter é frágil, se despedaça muito fácil... As ferramentas instaladas nele já não servem mais para a comunicação... Quero enxergar a realidade em sua essência e transformar minhas dúvidas em fantasia. Quero principalmente a liberdade do meu corpo. A iluminação antes da morte? Isso é só a minha realidade? Pode ser que sua cabeça cresça no pé. E é isso que eu quero dizer. Aprendemos o mundo como é e estamos fadados a ele até que nossa vida se resuma a uma rotina incansável de produção desde que continuemos nessa inércia. Falo de fora desse pedaço de carne, mas ainda estou nele ou eu simplesmente aprendi isso?
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4 de fev. de 2011
Mademoiselle Nobs
Só de saber que está ali
sempre constante e desconhecido por mim,
existe um lugar.
Todos os dia procuro passar por perto,
quando na verdade é melhor que eu fique em casa
bebendo algo misturado com gengibre.
Esse lugar fica perto da grama
tão perto que o cheiro tinha cores
e fazia um ruído intrigante...
Alucinogênico !!!
quase gritei.
Então passei de novo e segui
como sempre fiz desde que começou.
E não parou mais.
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